sexta-feira, 21 de maio de 2010

Brancos Papéis



Eu tento rascunhar sentimentos sem tinta em papel de seda... Eu tento rascunhar beijos na sua pele de seda.  E antes que eu ceda ao desamor e ao desapego, luto pelos desejos e sonhos que me levaste a ter.
Creio na sua verdade e na sua força em querer seguir com sua vida adiante. Fortaleço-me no seu espírito jovial e angelical, pois sou pobre artista das nuvens, sou tolo como toda a dor e distante de seu amor...
Não tenho nenhum cavalo para selar, não tenho tempo nem razão. Estou pegando carona na sua grande euforia.  Vou até o fim nessas curvas sinuosas, nessas vibrações transcendentes que emanam de seu corpo. Faz-me a luz do dia e o luar da noite numa comunhão cósmica e paranóica.
Sigo solitário por terras inabitadas e escuras, tentando encontrar a solução das parábolas contadas pelo ancião.
Numa noite qualquer peguei lápis e papel e atrevi-me a pintar-te, só o que consegui foram traços incompletos. Fui ao extremo das lembranças e recordei-me de suas mãos tão frias, do seu rosto macio e dos cabelos ligeiramente despenteados. Mesmo assim em branco foram ficando os papéis, mesmo assim...    

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