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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pequena Eminente


Foi no piscar de olhos daquela pequena que o céu se abriu e um mar de estrelas surgiu para iluminar toda escuridão que fazia sobre aquela criatura cabisbaixa e solitária. Verteu lágrimas em esperança, um belo momento, um sopro de vida. Até seus olhos se abriram por um instante numa luta contra o desespero. Derrota... Derrota...
Em seus pensamentos, só o vazio e dor. Vez ou outra um pouco de esperança. Mas quando ela passa insiste na luta... E derrota... Derrota...
Agora esta voando pra bem longe... Uma divina aparição da pequena eminente. A deusa da ressurreição.
Volta! Volta! É um coração desesperado na sua suplica. E ela se vai...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

De Passagem

O que será que se passa em sua cabeça enquanto ela olha para aquele garoto? Está vendo como ele fala demais? Ela sorri caprichosamente afastando dos olhos os cabelos que tiram-lhe a visão e esse gesto me faz sentir bem. Já fui assim, falava demais, eu era bom no que fazia, me sentia bem quando eu à tinha por perto. Você espera algo de bom e não sabe onde vai parar os seus sonhos. faz planos para uma vida toda e quando uma pedra aparece no seu caminho tropeça e sente-se fraco demais ao ponto de não conseguir levantar-se. Sua vida espera mais de você, te deu todas as ferramentas e suporte para seguir em frente e no entanto continua na sua inércia, com esse medo estampado no rosto. Eu fiz chá para nós! Mas você apagou as luzes da sala e foi embora. Fui ao seu encontro e você não me viu. O menino estava tão eufórico que passou direto pela mãe que abria os braços esperando um forte abraço, mas ele não veio. E o beijo do cão no rosto da criança, foi um beijo  de saudade do amigo que esteve ausente durante dias. Num momento intenso e de ternura, sua alegria estava irradiando no brilho dos olhos de sua mãe. Mas você não viu o que eu vi... Eu sei, você é demais! (risos). 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Verso em Prosa


Eu não sei, eu não sei... Porque o silêncio não me diz nada.
O culpado estava sentado junto ao poeta, mas não se falavam.
Um breve sussurro dizia: - Eu não sou um lixo! E chorou como criança... As lágrimas se misturam com os pingos de chuva que escorrem sobre seu rosto imperfeito.

“Ela aflora em seu jardim distante. Distante de mim.
No remanso de seus sonhos e no desejo de seu fim.
Descansa suave em teia de aranha;
E brinca de mulher em cima da cama.”    

O viajante das palavras brinca com os sentimentos. E nada tem de sua companheira. Mantém-se calada, escura e fria. Mas o que deseja o brincalhão, sabendo que sombras não falam?
Não expressou reação as palavras ditas ao vento. Guardou a tinteira e a pena, deu um sorriso manso, respirou fundo, enxugou as lágrimas, colocou o pequeno pedaço de papel no bolso, olhou para o alto e sorriu novamente. Era a esperança que ele avistava...

terça-feira, 23 de março de 2010

A Divina Perfeição


O que há de bom na solidão desse quarto escuro e úmido? O que vai passar na minha cabeça louca, enquanto olho para essas paredes? Pensamentos de você. E pensamentos da sua beleza e da voz que me acalenta, das palavras de carinho e dos gestos de afago.

Nesse instante penso nas poucas palavras de outrora e me encontro distante no seu mundo angelical e inconstante, onde tudo pode se realizar com um simples piscar de olhos, mas logo a lembrança me traz de volta ao meu desatino de viver.

Porém um simples desejo me dá forças, um motivo sublime e eficaz. E o tecido louro ao vento e a maciez pálida que alucina ao mais leve toque. Uma benção. A divina perfeição.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Menino do Forno

O menino do forno escreve sua vida em papel de pão. Sua voz não é a mesma de antes, nem aparenta ser mais um menino. Em sua clausura vive a poetizar e há contar seu tempo. Calcula o tempo e sonha com a sua liberdade, com ventos que irão soprar para um lugar melhor. Seu olhar busca nas paredes rabiscadas de giz de cera um caminho a seguir, uma porta aberta e uma janela por onde o sol possa lhe trazer luz.

O menino do forno espera que o tempo passe, mas o tempo não passa e faz sempre as mesmas perguntas e as respostas nunca chegam. O tempo não sabe respondê-lo, porque não há de se passar por ele.

O menino do forno sonha sempre os mesmos sonhos, e sem esperança os deseja realizar. Faz suas preces com fervor, como se alguém pudesse ouvi-lo. Um movimento com as mãos sinaliza o final de seu ritual diário. Esperança. Ele pede. Paz. Ele deseja.

O menino do forno perdeu seu lápis e agora escreve com sangue os capítulos de sua história fantástica, e não mais em papel de pão e sim nas paredes de seu exílio.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Estrela Adormecida


Estou caminhando através da escuridão. Não sei se encontrarei o que espero e talvez eu não siga o caminho correto... O pote de ouro não era logo ali, onde seus cabelos faziam o movimento das ondas e fulgurava com a estrela que adormeceu ontem à noite? Talvez este caminho me leve até a fonte do esquecimento que o velho sábio me falou no dia em que me vi na dor de sua rejeição.

Todas as noites uma música faz trilha durante meu sono, me remete ao passado trazendo as lembranças que não quero ter. E chovia naquele tempo, chovia lágrimas dos olhos da criança que foi deixada para traz na hora em que seu anjo disso adeus. O corpo congelado ausente de alma, porque a doce criatura a completava e fazia bem. E quando sol surge na manhã cinzenta, tentando abrir no céu esperança de dias melhores, mas não é verão e o tempo fecha outra vez...

Sigo pelo breu dessa linha tortuosa que o destino me leva, pareço avistar o berço da estrela maior... Seu brilho reluz no horizonte, mas de tempos em tempos ela se apaga e me confunde como se estivesse brincando comigo. Eu ouvi o bater das asas de um anjo perto daqui, não sei em que direção. Ela surge novamente em seu esplendor... Estou mais perto. Posso vê-la nitidamente. Resplandeceu, feriu meus olhos com sua beleza e se apagou prá nunca mais.  

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Causo de um Coração


   Qual motivo para um coração querer se apossar da alma alheia? A solidão sua companheira de todas as noites está furiosa, pois não tem mais sua atenção. A cabeça já não controla os pensamentos e durante os sonhos aquela paisagem bucólica deixa o cenário e os personagens dessa história com os sentidos à flor da pele. Fomentou o desejo do coração burro que não abandona suas idéias. E a doce alma não entende tanta insistência e tanta loucura, pois louco é o coração! Um ser sem casa, desabrigado de um eu, não tem quem o leve, só tem ao que desejar. Quando sente a presença sublime de sua deusa, acelera os batimentos e causa danos, mas logo se recupera como se ali presente estivesse a cura para todo mal. 

Toda a felicidade acaba quando ela se vai. A solidão ri, como se soubesse do final, diz que todo amor impossível não tem final feliz. E o coração ferido sai aos prantos e descansa no peito frio que fez de moradia. Espera que o tempo seja pai e abençoe-o com o que pede em suas preces.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Despertar da Perdição

    O garoto estava perdido na escuridão de seus pensamentos. Todos os dias eram de costume prostrar diante de uma figura que ele julgava ser seu deus e que iria salvá-lo de todo sofrimento. Mas ninguém lhe dava ouvidos.
   Caiam as tempestades, passavam os vendavais e alagava sua mente imperfeita e desacreditada. No entanto sobrava um pouco de fé.
   Certa noite perguntou a si o porquê de tudo isso, e um eco distante e silencioso foi sua resposta.
   Já não amanhecia há muito tempo. E seus olhos estavam enfraquecidos, não enxergavam a luz que havia num ponto distante dali.
  Quando sua crença já não era a mesma de outrora, prostrou-se pela ultima vez diante de seu deus...       Orou... Veio então uma forte tempestade e um clarão... Suas preces foram ouvidas, talvez não por seu deus, pois um raio havia o feito em pedaços. Acordou com um ar de cansaço e de dor... Não se sabe se foi liberto de seu pesadelo, se nasceu numa nova vida ou se acordou finalmente.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Noite do Prazer

Quando os corpos novamente se encontram o infinito surge na alma dos dois e a vida se perde num universo de total vertigem. Ele procura abrigo nos seus braços, ela um pouco de conforto em suas palavras e o carinho que faz seu corpo tremer. A vista é cega, e a respiração se torna ofegante, os lábios são laços, fios emaranhados... Corpos em movimentos suaves e deliciosos. Um momento para admirar sua deusa... E um eu te amo... Ela nem se deu conta do que havia sido dito nesse instante. Uma pausa breve... Eu te amo... Eu te amo. Foi a resposta dela.

Ajeitou seus lindos cabelos longos, acariciou o rosto suado de seu amado, e o presenteou com seu beijo mais saboroso.

Duas vidas em uma só. Um olhar fixo nesse instante penetrou nos olhos daquela que era imaculada a poucos instantes, e eles brilhavam, como a luz que iluminava o quarto que era o paraíso para esses seres que descobriam a fórmula somatória de duas vidas apaixonadas .

E os seus sonhos fluíram ali junto de toda a excitação e êxtase contido na alma dos amantes. E a noite foi inteiramente bela com seu luar e as estrelas e o afago de quem sabe amar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Contrário a Nós

 Estou esperando palavras de alguém, de alguém que não me ouve e não me vê.
            Ainda há esperança no coração da criança e da devota que faz suas orações por mim.
            Chegamos eram quase 12:00 hrs. Ela estava sentada e com gestos breves e lentos
saboreava a fruta, e com um olhar de respeito e cansaço de quem estava ali já a algum tempo fitou-me e transferiu uma mensagem de paz e de luz. Na medida em que seus olhos me fixavam, me paralisavam os membros e estremecia o corpo, foi intensa aquela troca pensamento algo surreal estava acontecendo e eu imaginava o que era aquilo. Mas parti dali enquanto num gesto de carinho e bondoso, alimentou o cãozinho que ali estava, deu um breve sorriso, acariciou o animal, levantou-se e foi-se então.
           Durante o caminho o verde da mata onde vários animais se escondem de nossa maldade, me faziam pensar a respeito de nossa liberdade e de nosso respeito. Lembrei-me de rostos, me lembrei de palavras que foram ditas, por mim e por outrem. E decidi por não trair a mim mesmo e as pessoas ao meu redor.
            E você? Já pensou a respeito?
            Já pensou no qual poder tem as suas palavras e as conseqüências futuras causadas pelo que disse?
            Desde esse dia então, deixei de me arrepender do que faço, e perdi meu medo de fazer antes de me arrepender.
        Agradeço em orações, as suas orações que a mim dedicava e passei a orar por você, em agradecimento ao bem que tem feito ao desalmado e inconseqüente home que era. E agora eu tenho contato com um belo anjo, às vezes ele me atende, me diz palavras de carinho e esperança.
          Foram acontecimentos, passagens e principalmente palavras, muitas palavras ditas, e palavras que o tempo não me fez esquecer.
          Não deixe que o tempo apague suas lembranças, respeite a si mesmo e aqueles quem você ama ou que você disse que ama. Não use suas palavras em vão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Menino Brejeiro

Ele é era um menino muito curioso, era um pouco louco e pouco amigável, justamente por isso seu sonho era apenas poder voar, ou melhor, ser livre, também por isso fazia caminhadas pela vizinhança sem rumo refletindo e procurando algo diferente para fazer, sempre imaginando um mundo diferente, maneiras diferentes de se resolver os problemas e descobrir soluções para sua solidão.


Certa vez numa dessa caminhada resolveu por falta de não se ter o que fazer, montar um estilingue, ou algo parecido, pois todos que conheciam tinha um, foi a procura do material para a confecção do artefato, durante a procura foi observando os espaços e os lugares estratégicos para o uso de seu mais novo brinquedo.

Passado algumas horas seu pequeno estilingue estava pronto, saiu então a procura de vitimas, de uma caça, pena que não fazia idéia do que estava por vir, pois ao se deparar com um pequeno pássaro descansando num galho do pessegueiro que havia perto de sua casa, resolver por testar sua pequena arma e sua pontaria, mal sabia que ao lançar a pedra iria matar o pequenino pássaro inocente em seu descanso, pois bem, feito o trágico teste seu coração bateu forte e acelerado, pois não havia tirado a vida de nada, nem ninguém antes, seu semblante já não era o mesmo, sua pernas já não eram as mesmas nem seu brinquedo se encontrava em mãos, apenas um olhar assustado e um ar de arrependimento. Ficara ali parado por alguns instantes até decidir ir ao encontro do pequenino inocente.

Embrenhou-se no meio da mata, passou pela gigante mangueira carregada por seus frutos suculentos que exalavam um delicioso odor de fruta madura até deparar-se com o corpo rígido e inerte de um pardal que não tinha nada a ver com seu tédio, com seu desejo de distrair-se, sentiu-se um ser desprezível e cruel, pois acabará de tirar a vida de um pobre pássaro, decidiu por fazer o enterro do bichinho ali mesmo, fez uma cova adequada ao tamanho do pequeno defunto, fez uma oração pedindo a Deus que o perdoasse por sua atitude sem razão, deixou que uma lágrima caísse, por um momento achou ter visto a alma do pequenino ter saído voando, como nos velhos tempos de alegria.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Conto I Final

      Nesta manhã o sól foi testemunha do mais sublime amor, onde dois lábios se comunicam sem dizer palavras, os olhares se cruzam sem sair do lugar, os abraços afagam com carinho e o dia se fez perfeito.
      Um toque suave em sua pele macia, uma agradável sensação de existência. O perfume que exala de seus corpos se misturam como flores no jardim, o que antes era desejo, se torna real e perdura. Um arrepio timido daquela que vivia de sonhos, de espernaça, agora no vai-e-vem da paixão se faz mulher, desejada, amada.
      Só espera que a vida lhe seja generosa, que permita um amor perene, sem igual.

                                                                                                                                             Acta est fabula

domingo, 8 de novembro de 2009

Conto I part.VI


      Quem iria imaginar que com apenas um sorriso a mágica fosse acontecer e quem irá dizer o contrário? Pois nada se sabe do amor, nada se sabe da vida.
      Quando a felicidade em ambos fazia-se presente, o sol brilhava mais forte e a lua iluminava seus sonhos mais belos durante a noite, como uma deusa que abençoa seus devotos.

sábado, 7 de novembro de 2009

Conto I part.V


      Durante o banho ela pensou, porque não ter feito o que seu coração mandará? Por que a vida não lhe deu mais coragem  de encarar seus medos, de tirar os pés do chão por alguns instantes? Entretanto, lembrou da vóz tremula do rapaz, que suavemente tocou em seu ouvido como se fosse sua canção preferida.

Conto I part.IV

 

      Era tarde para ele decidir voltar, mas voltou. A decisão nem foi dele, foi de seu coração, foi do perfume que ela deixou,quando passou ao seu lado no caminho para o trabalho.
      - Olá como é seu nome?
      Ela hesitou em responder.
      Ele tornou a repetir:
     - Minha linda! qual seu nome?
     Ela deu seu sorriso encantador (que o encantou) e seguiu em frente.

Conto I part. III


Perdida em meio aos seus sonhos ilusórios e com a esperança de que tudo um dia vai ser verdadeiro e não uma quimera, tão só no seu mundo, acanhada de timidez e ansiosa de querer voar por esses ares intocáveis e incertos da vida. Mas agora já é dia e tens de seguir em frente com sua força e em demasia, com sua alma angelical  dá seu sorriso encantador e respira profundamente como se o ar enchesse seu corpo de amor e renovasse a esperança.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Conto I part.II



 A música que tocava em seu mp3player não lhe dizia nada, mas ele pensava em muitas coisas enquanto caminhava. Sua vida passou como um filme em sua cabeça e em nenhuma conclusão chegou.

Conto I


Ela estava esperando o garoto na porta, esperou um pouco mais...
Quando finalmente ele passou, deu um sorriso, um suspiro...
Então foi para seu quarto com o sorriso estampado no rosto e a saudade no peito.

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